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domingo, fevereiro 26, 2012
Quem sou eu?
Quem sou eu nesse mundo de vaidades?
Ou quem eu serei?
Na verdade
As minhas escolhas já nem me pertubam mais como antes
Quem eu escolhi ser nesse mundo?
Passei por muitos e o que ficou?
Eu sofri mesmo quando cai de cima do degrau onde estava
E me lasquei no chão
Ai vi e disse
"Na verdade, não sou mesmo nada!"
Sofri sim
E digo ao mundo
Foi bom!
Minha alma não assume
Mais agora eu a faço assumir
O mal que veio para o bem
Mas agora que assumo tudo
E não censuro mais a verdade
Quem sou eu nesse mundo?
Quem pode me prover no meio de tanta voracidade?
Sou então
A escória do mundo
Não tenho família
Não tenho casa
Não bens
Não tenho nada
Só sou um bastardo
No meio de tanta gente afiliada
A mentira
Ao ódio e ao medo
A inveja e a vergonha
Andarei errante para errados
Mas andarei certo para os justos
Visto que para os injustos
Serei sempre pedra de tropeço
Por isso
Eles me correm de seus templos
E tentam me exorcisar
Me expurgam
E em mim
A cada dia mais
O cheiro da especiaria
O perfume do espirito
É aroma diário
Posso sentí-lo
Esse sou eu
E assim devemos ser
Te convido para a maior nobreza:
Um jantar onde somente os ricos entram
Um jantar onde a riqueza é o mais despresado
Um jantar onde os ricos não contam seu dinheiro
Um jantar onde onde os ricos andam nus
Um jantar onde ser rico é amar
E um jantar onde a comida
É somente a palavra de Deus
Nessa mesa
Eu quero sentar todos dias
Sem me preocupar
Pois
No meu tropeço
Eu morri pra mim mesmo
Agora eu vivo
Para o mundo
Para qualquer um
Adarilho eu sou
Mas não vago
No vago
Não!
Agora eu sei quem eu sou
E sei que isso não se define
É impossivel
Mas posso dizer pra mim mesmo
Que se eu não fizer
O que é bom e certo
E sábio
Ai sim
Retrocederei e erroneamente
Perdido
Irei me perguntar
Quem sou eu?
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
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